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9.9.07

Texto plexo sem nexo

Ouves o esvoaçar da Borboleta Negra? Aquela que abre as asas na madrugada do teu sonho, te roça a face no repouso mais profundo e cresce cresce amadurece. Sufocas o pressentimento, mudas de posição e quando por fim entreabres os olhos… lá esta ela feita o caos da tua vida. - Voa voa borboleta… sussurras quase inconsciente. É então que te recordas daquela vez em que a viste, ainda menina, no vão escuro da escada. A humidade sufocava, o silêncio do meio-dia ardia. Tocaste-lhe. Ela espreguiçou o tempo nas asas aveludadas de negro e voou… .............Fotografia de Jayne Hinds Bidaut

31.12.06

A valsa eterna.

Pronto!
A Terra completou mais uma volta em
redor do Sol. Rodopiou com a mesma graça
da bailarina da caixinha de música que
um dia eu não tive. Incansável e alheia para
não se atrapalhar no compasso do firmamento.
Arrastou consigo a Lua glacial. Ambas
resignadas à eterna valsa surda…
A melodia magnética
que o maestro rei emana.
...
E nós aqui à procura do sentido
das coisas, entre uma maré e outra.
...
Hoje vou também vou querer
calçar os sapatinhos vermelhos.
Dançar como a menina encantada do
conto ou a bailarina conformada da caixa.
Que se me acabe a corda.
Que tropece nos meus próprios pés.
Que importa?
...
Amanhã será 2007 da era Cristã.
Há um novo ciclo a ser inventando.
Renova-se a Esperança na Humanidade.
Fazemos de conta que podemos reiniciar
do tal zero que pensando bem... não existe.
Bailemos então. Sol? Música!

21.12.06

E agora Mãe?

O que faço com o todo o Amor que te tenho?
As 1001 conversas por acontecer
E as lágrimas que teimam em não cair?
E agora Dª Luzia?

19.11.06

Pensamento

Inquietude
...
O pôr do Sol ontem foi tão triste.
Parecia que morria de mansinho.
Silencioso… Pálido no horizonte.
Foi escorregando desmaiado…
Já nem respirava. Afogou-se no
Mar com tanta delicadeza que me
Pôs inquieta. Juro… Cheguei a
Duvidar que voltasse a nascer!
...

12.11.06

Momento Selene

Li algures que um grande escritor da era vitoriana ganhava proporcionalmente ao número de palavras que escrevia e não em relação à obra no seu todo. Daí que as suas novelas fossem tão descritivas e tão cheias de… vocábulos! A bem da verdade não fui verificar e nem acredito muito mas... lembrei-me disso agora a propósito do poema “rebuscadinho” (e que me encheu as medidas) que escrevi há uns dias.

Desabafo
...
Pérola mais diáfana essa…
a que lhe ornamenta o manto
azul breu Senhora. Como é
descarada na luz que irradia.
Ensombra-lhe a beleza plácida e
deixa em desassossego os pobres
solitários que se disfarçam de poetas.
Maldita seja Senhora! Enlouquece…
a melodia vítrea que oiço reflectida nas vagas
do oceano. Canto embruxado esse… o que vem
raiado do céu Senhora. Hoje, sequer um véu translúcido
de nuvens lhe vela o semblante. Desejava somente
uma sombra para lhe atenuar o fulgor.
Resplandece tanto a descarada
que ensandece os libertinos de paixão e
desvaira os vagabundos de amor.
Zomba de mim nua na sua formosura e
persegue-me, iluminando os caminhos escusos
que queria apenas tactear. Senhora não vê como
lhe rouba o encanto? Até as estrelas cintilam acanhadas
em nada se assemelhando ao bordado de prata
de outras madrugadas. Lua insolente que está
no firmamento somente para me desafiar com a sua plenitude.
Vadia… Musa mais vagabunda e inconstante.
Abomino-a Senhora.

Obs: Não posso deixar de expressar os meus profundos agradecimentos à lua cheia maravilhosa que aconteceu na semana passada, ao programa Word, no auxílio precioso que ofereceu com os sinónimos (a descobrir!) e ao espírito de algum trovador do século XIX que entretanto já ascendeu bem alto...

24.5.06

Meu Mar


São Vicente - Amanhecer na Ponta do Farol da Baía de São Pedro - Abril de 2006

As ondas do meu mar são douradas e a espuma é doce como o mel.
No meu mar há planaltos e vales que são montados de sombra e de luz.
Nele existem aromas mornos e risos húmidos que me embalam
Enquanto as suas marés, sem ciclos e luas, invadem as minhas praias.