voz rouca do cantor. Arrepiou, na sala de espectáculos, o toque daquela mão no antebraço do outro e o brilho na face de quem se deixou enfeitiçar. Foi quando tive a impressão de estar a pairar que eu e ela nos entreolhamos. Sorrimos. Nós cá dentro observando. Eles lá fora se curtindo, descobrindo, cativando… Depois? Depois soltamos o fôlego e voltamos a prestar atenção ao show. Ela e eu testemunhamos a beleza do momento e concordamos - horas mais tarde, em conversa - que foi das cenas de sedução mais bonitas que presenciamos, pouco nos importanto que eles fossem do mesmo sexo, é que... para seduzir apenas é necessário génio e não géneros.C’mád espero ter feito alguma justiça ;)

Amura, século XIV (Travassos Valdez, África Ocidental).












