A maioria das pessoas - pelo menos até à minha geração - que viveu na Praia, nas décadas de oitenta e noventa, conhece ou já ouviu falar do Senhor Hilário Brito. Num tempo em que não havia parabólicas e/ou outras opções, o sinal que a antena dele emitia era a alternativa certa sintonizada em muitas televisões desta cidade. Uma grande figura da Praia sem dúvida. 4.12.07
Na tarde do dia 30 de Julho de 1967...
A maioria das pessoas - pelo menos até à minha geração - que viveu na Praia, nas décadas de oitenta e noventa, conhece ou já ouviu falar do Senhor Hilário Brito. Num tempo em que não havia parabólicas e/ou outras opções, o sinal que a antena dele emitia era a alternativa certa sintonizada em muitas televisões desta cidade. Uma grande figura da Praia sem dúvida. 30.11.07
“Breves Apontamentos sobre as Formas Musicais existentes em Cabo Verde” por Margarida Brito
Os ritmos assim nascidos traduzem toda a idiossincrasia deste povo e constituem, antes de mais, verdadeiras crónicas vivas e expressivas da sua vida, como companheiros de trabalho, exprimindo a alegria, a nostalgia, a esperança, o amor, a jocosidade, o apego à terra, os problemas existenciais bem como a própria natureza.
É assim, que vamos encontrar muitos géneros vocais e instrumentais comuns a várias ilhas; outros próprios de uma só ilha, de duas ilhas vizinhas ou mesmo distantes; quase todos eles monódicos, às vezes em uníssono e a solo.
Nas ilhas agrícolas, nomeadamente St. Antão, S. Nicolau. S. Tiago, Fogo e Brava, onde o homem cuida da terra que lhe dá o pão para o seu sustento, decerto à custa de dificuldades várias, iremos encontrar as cantigas agrícolas umas vezes doloridas outras alegres. (...)"
O artigo completo pode ser lido aqui ou In “Os Instrumentos Musicais em Cabo Verde”, pp. 13 a 25, Ed. Centro Cultural Português / Praia – Mindelo
19.11.07
Poema
Ró-Rojinha perguntas porque não ponho nada de novo. É uma daquelas fases. O melhor é ficar parada para não deletar tudo. Mas olha... ando a ouvir esta musica. É linda. Presta atenção ao Poema. Bijin.
8.11.07
Outra vez "Perdão Emília"
Um dos posts mais visitados deste blog pelo pessoal do Brasil é o “Perdão Emília, Morna, Modinha ou Fado de Coimbra?” de 12 de Maio de 2006. As palavras chave utilizadas para chegar até ao texto são “Perdão Emília” e “Noivado do Sepulcro + Soares de Passos”. O post surgiu por acaso, fruto de uma - de muitas - "briga teimosa" que eu e o Senhor Loiojoais travamos e que nos levou a descobrir que a morna afinal nem é morna, podendo a letra bem mais antiga do que se pensa (1889) ou pelo menos as suas influências. Hoje estive a “re-sgrovetar” no assunto e coloquei outros dados: Perdão Emília foi a primeira modinha a ser gravada pela Casa Edison (Brasil) em 1902 e em 1906 ocupou o 13º lugar do Top 40 brasileiro. Falta-me apenas acrescentar a letra da versão que recentemente foi gravada por um cantor caboverdeano para actualizar o post do ano passado. Fica a sugestão de leitura, para quem estiver interessado e com tempo - uma vez que, penso eu, é o maior post que já publiquei. 7.11.07
Uma madrugada surreal
Numa noite dessas, uma brisa suave desfiava as nuvens, desenhando no firmamento o efeito de um riacho que corria tranquilo lá no alto. Estendi a mão, fazendo de conta que mergulhava na água, e tentei apanhar um dos brilhantes que luziam caídos no leito.
Algo de surreal aconteceu… o riacho mudou de curso. Deslizou do céu numa obliqua à parede branca e veio desembocar no meu quintal feito cascata de luz.
Dei por mim flutuando no delírio de me afogar… como os meninos do conto de Gabu. Nesse momento, enquanto o cigarro se consumia sozinho, alaguei a alma em soluços mudos ou, se calhar, foram apenas os meus olhos que se derramaram… não sei.Seguidamente o ribeiro desenhou o seu caminho de volta numa linha alada. Ainda quis guardar uma estrela de recordação, assim como quem guarda a continha de vidro de um colar bonito que se partiu, mas já não valia a pena. É melhor idealizar o todo, ainda que evocado, do que a mera visão do fragmento que não mais será.
Nessa madrugada parei de contar na quadragésima oitava estrela Tio. Penso que vou deixar de tentar entender o porquê. Seria uma grande decepção confirmar que podemos todos estar aqui por fruto do mero acaso e da mesma forma partimos. - Quadro de Rachel Bullock tirado daqui.
30.10.07
Rádio Clube Mindelo - CR4AB
Já sabem que me eu acho piada a estas "velharias". Em Junho de 1954, o Grémio Recreativo do Mindelo apresentava aos sócios a aparelhagem destinada ao seu serviço de radiodifusão. Um ano mais tarde, com apoio estatal, nascia a Rádio Barlavento, emitindo diariamente na banda dos 50,2 metros, das 18h30 às 19h30. Funcionando no edifício do Centro Nacional de Artesanato e antiga casa do senador Vera-Cruz, e ali foram realizadas as primeiras gravações editadas em disco.
A Rádio Barlavento, considerada elitista por ser originária da elite mindelense, e anti-independentista, foi ocupada a 9 de Dezembro de 1974 e transformada em Rádio Voz de S. Vicente que , tal como a Rádio Clube de Cabo Verde veria a desaparecer com a criação da Rádio Nacional de Cabo Verde que as absorveu. (...)" por Glaucia Nogueira
24.10.07
Sedução
voz rouca do cantor. Arrepiou, na sala de espectáculos, o toque daquela mão no antebraço do outro e o brilho na face de quem se deixou enfeitiçar. Foi quando tive a impressão de estar a pairar que eu e ela nos entreolhamos. Sorrimos. Nós cá dentro observando. Eles lá fora se curtindo, descobrindo, cativando… Depois? Depois soltamos o fôlego e voltamos a prestar atenção ao show. Ela e eu testemunhamos a beleza do momento e concordamos - horas mais tarde, em conversa - que foi das cenas de sedução mais bonitas que presenciamos, pouco nos importanto que eles fossem do mesmo sexo, é que... para seduzir apenas é necessário génio e não géneros.C’mád espero ter feito alguma justiça ;)
16.10.07
O Tempo e o...

15.10.07
Guiné... Do Séc. XIII a princípios do Séc. XX
Amura, século XIV (Travassos Valdez, África Ocidental).
portugueses sofreram a mais dura derrota no confronto com as populações locais, a coroa portuguesa decide a separação administrativa de Cabo Verde e a criação da “Província da Guiné Portuguesa”, com capital em Bolama. Numa tentativa de afirmação da soberania portuguesa, verifica-se então o início de acções militares punitivas contra os papeis em Bissau e no Biombo (1882-84), os balantas em Nhacra (1882-84), os manjacos em Caió (1883) e os beafadas em Djabadá (1882). A estratégia colonial passa igualmente por uma segunda vertente: o apoio sistemático com tropas e armamento a uma das partes dos conflitos indígenas. É o que se passa em 1881-82, com o apoio aos fulas-pretos do Forreá na sua luta com os fulas-forros. Os focos de contestação e a rebelião permanente e consequente dos diversos grupos étnicos fez com que o poder colonial se limitasse ao controlo de algumas praças e presídios (Bissau, Bolama, Cacheu Farim e Geba). Paralelamente, começa a instalação de propriedade de colonos ou de luso-africanos, em várias explorações agrícolas de grande dimensão (pontas) inicialmente dedicadas ao cultivo da mancarra. Em Maio de 1886, são delimitadas as fronteiras entre a Guiné Portuguesa e a África Ocidental Francesa, passando a região de Casamança para o controlo da França, por troca com a região de Quitafine (Cacine), no sul do país. A população desencadeia a partir do final do século XIX uma decidida vaga insurreccional em Oio (1897 e 1902), no Chão dos Felupes (1905), Badora e Cuor (1907-08) e a Guerra de Bissau (1908) que juntou Papeis e Balantas do Cumeré. 11.10.07
A proposito da Guiné... Didinho.Org
são as comidas típicas como o tchabéu, o caldo de mancarra ou outras, que se degustam, sem remorso ou amargo de boca, em grandes almoçaradas. Nessas ocasiões há o ritual de recordar a infância e vida na altura, com um saudosismo quase idiota, sendo a presente conjuntura, a maior parte das vezes, higienicamente ignorada. Raros são os que sequer lá voltaram. Aquele país deu muito aos caboverdeanos, incluindo uma Independência sem sofrimentos, sem viúvas e/ou órfãos, sem traumas e mutilados. Muitos dirão que a vida continua. É verdade, mas a mim, confesso, faz-me falta esse pedaço, o lugar da minha mininéça. Imagino o que não faltará aos outros... 6.10.07
Recordar Travadinha em "Maria Barba"
De seu nome verdadeiro, António Vicente Lopes, o violinista Antoninho Travadinha foi um dos maiores músicos autodidactas de Cabo Verde, originário da ilha de Ilha de Santo Antão. Começou a tocar nos bailes populares quando tinha apenas nove anos, mas só alcançou a fama já nos seus quarenta anos, quando empreendeu uma tournée por Portugal. Para além do violino, Travadinha tocava também maravilhosamente bem viola (guitarra de 12 cordas), cavaquinho e violão. Travadinha interpretava géneros musicais tradicionais de Cabo Verde, tais como mornas e coladeiras. Faleceu em 1987 no auge da popularidade. Foi, sem qualquer dúvida, um dos mais talentosos violinistas (tocadores de rabeca) de Cabo Verde. Nasceu numa família de músicos. O seu pai também era violinista e os seus sete irmãos tocavam violão. Com que mais poderia brincar uma criança que com os instrumentos musicais que encontrava pela casa? Aos nove anos, e apesar do pai o proibir de tocar, ele já animava bailes locais com a sua rabeca. Devido à sua humilde condição social o seu reconhecimento não foi fácil: Travadinha teve que esperar até aos seus 40 anos para começar a tornar-se conhecido como músico, particularmente depois de, em 1981, ter realizado uma série de actuações em Portugal. Da wikipedia.org. "Entre 1981 e 1986, Travadinha deslocou-se duas vezes a Portugal, ocasiões em que gravou os seus dois discos existentes no mercado: o primeiro, ao vivo, resultante de um concerto no Hot Clube em 1982; o segundo, “Feiticeira de Cor Morena”, em 1986. Ambos produzidos pelo fotógrafo e investigador português João Freire. Em Novembro deste ano o violinista de Janela, Santo Antão, completaria 70 anos. Também este ano, completam-se duas décadas do seu falecimento." Na Semanaonline.
1.10.07
Desvendando "O Segredo"
Até é… mas a ideia geral acaba por pertinente, provocadora e engraçada. Somos e possuimos o que projectamos com os nossos pensamentos. Os negativos e os positivos. No fundo os pensamentos têm um determinado cumprimento de onda e quando pensamos em algo (acho que me estou a explicar bem) esse pensamento vai à procura de algo com idêntico cumprimento de onda para cumprir o nosso desejo. Mais, devemos pensar em nós como antenas emissoras de sinais e ter em atenção os pensamento negativos. Resumindo, atitudes pessimistas só trazem mais coisas más à vida das pessoas. E as atitudes positivas, o tal pensamento positivo, resulta. É só querer. Pois "(...) o que acontece dentro de nós é que vai criar o que acontece fora. Existe uma realidade física que é absolutamente sólida mas só começa a existir quando colide com outro pedaço de realidade física." (daqui). Eu ainda não acabei de ler O Segredo. Estou na parte em que se aprende a utilizá-Lo (me aguardem!) e quis partilhar. O You Tube tem os primeiros 24 minutos do filme que deu origem ao livro. Se me atrapalhei na explicação (acredito que sim) o site oficial é: http://thesecret.tv/home.html. 24.9.07
Descobrir: João da Silva Feijó
do estrangeiro, para baixar assim os custos da pólvora. Não os encontrará em Cabo Verde, entre as lavas expelidas pelo vulcão, pelo menos em quantidade que justificasse extraí-los. Mas muitos anos depois, já de regresso ao Brasil, fundará no Ceará um laboratório para extracção do salitre da Mina de Tatajuba, descoberta por ele." (daqui)