
30.1.08
Praya em 1793

26.1.08
Porto Praya - St. Jago - Cape de Verd Islands por Charles Darwin em 1832
24.1.08
17.1.08
Diálogo improvável de palavras certas
É que... - ocorreu-me agora - e se as palavras não se desligam de quem as pronunciou e também não se perdem? E se eco continua a reverberar por outros mundos. Baralham-se os personagens, o espaço e se calhar até o tempo, mas elas ressoam infinitamente criando situações estranhas e diálogos improváveis a esta realidade. Fatalismo surreal esse. Se assim for, em que lugar estarei eu noutros universos? Eu que agora e aqui escrevo este post? Quem me condiciona? Ou condicionarei eu a a ida da vida? 16.1.08
Do rigor na ciência - Jorge Luís Borges
10.1.08
1899 no Mindelo - Wilson, Miller & Cory e Madeira

Bill of Exchange, to pay Captain Dewis Spicer forty pounds sterling, 26 December 1899
Clicar na imagem para ver melhor
O documento que ilustra o post faz parte do acervo da família Spicer. Em Dezembro de 1899 Dewis Spicer, então Capitão do Glooscap, escala o Porto Grande, a caminho de Manila, nas Filipinas. No porão carrega cerca de 280 toneladas de carvão que procura vender, tendo, para o efeito, contactado a Millers & Cory's C.V.I. Ltd e a The St. Vincent Coaling Co. (se bem entendi, empresa franca e filial da Wilson, Sons & Co.). Nesse intervalo - entre a efectivação da venda da mercadoria, com alguns problemas pelo meio, e os preparativos para seguir viagem - dá-se a última quadra natalícia do século XIX. Na Casa Madeira, ou melhor, na Madeira & Cª, vários géneros alimentícios e uma quantidade razoável de tinta vermelha são requisitados. A lista de compras é, no mínimo, curiosa, pois, para além da relação produto/preço, dela constam 2 itens que me deixaram surpreendida - 1 perú e 50 laranjas. Entretanto... não posso deixar de imaginar como terá sido, para a tripulação do Glooscap, passar a mudança de século na baía do Mindelo. Gostei de "descobrir" os documentos. São nomes de empresas que marcaram a ilha de São Vicente na altura e deixaram marcas no imaginário de muitos.
21.12.07
11.12.07
7.12.07
A Grande Viagem
Agora, imagina isso cantado...baixa uma músia dela: "Nutridinha".
4.12.07
Na tarde do dia 30 de Julho de 1967...
A maioria das pessoas - pelo menos até à minha geração - que viveu na Praia, nas décadas de oitenta e noventa, conhece ou já ouviu falar do Senhor Hilário Brito. Num tempo em que não havia parabólicas e/ou outras opções, o sinal que a antena dele emitia era a alternativa certa sintonizada em muitas televisões desta cidade. Uma grande figura da Praia sem dúvida. 30.11.07
“Breves Apontamentos sobre as Formas Musicais existentes em Cabo Verde” por Margarida Brito
Os ritmos assim nascidos traduzem toda a idiossincrasia deste povo e constituem, antes de mais, verdadeiras crónicas vivas e expressivas da sua vida, como companheiros de trabalho, exprimindo a alegria, a nostalgia, a esperança, o amor, a jocosidade, o apego à terra, os problemas existenciais bem como a própria natureza.
É assim, que vamos encontrar muitos géneros vocais e instrumentais comuns a várias ilhas; outros próprios de uma só ilha, de duas ilhas vizinhas ou mesmo distantes; quase todos eles monódicos, às vezes em uníssono e a solo.
Nas ilhas agrícolas, nomeadamente St. Antão, S. Nicolau. S. Tiago, Fogo e Brava, onde o homem cuida da terra que lhe dá o pão para o seu sustento, decerto à custa de dificuldades várias, iremos encontrar as cantigas agrícolas umas vezes doloridas outras alegres. (...)"
O artigo completo pode ser lido aqui ou In “Os Instrumentos Musicais em Cabo Verde”, pp. 13 a 25, Ed. Centro Cultural Português / Praia – Mindelo
19.11.07
Poema
Ró-Rojinha perguntas porque não ponho nada de novo. É uma daquelas fases. O melhor é ficar parada para não deletar tudo. Mas olha... ando a ouvir esta musica. É linda. Presta atenção ao Poema. Bijin.
8.11.07
Outra vez "Perdão Emília"
Um dos posts mais visitados deste blog pelo pessoal do Brasil é o “Perdão Emília, Morna, Modinha ou Fado de Coimbra?” de 12 de Maio de 2006. As palavras chave utilizadas para chegar até ao texto são “Perdão Emília” e “Noivado do Sepulcro + Soares de Passos”. O post surgiu por acaso, fruto de uma - de muitas - "briga teimosa" que eu e o Senhor Loiojoais travamos e que nos levou a descobrir que a morna afinal nem é morna, podendo a letra bem mais antiga do que se pensa (1889) ou pelo menos as suas influências. Hoje estive a “re-sgrovetar” no assunto e coloquei outros dados: Perdão Emília foi a primeira modinha a ser gravada pela Casa Edison (Brasil) em 1902 e em 1906 ocupou o 13º lugar do Top 40 brasileiro. Falta-me apenas acrescentar a letra da versão que recentemente foi gravada por um cantor caboverdeano para actualizar o post do ano passado. Fica a sugestão de leitura, para quem estiver interessado e com tempo - uma vez que, penso eu, é o maior post que já publiquei. 7.11.07
Uma madrugada surreal
Numa noite dessas, uma brisa suave desfiava as nuvens, desenhando no firmamento o efeito de um riacho que corria tranquilo lá no alto. Estendi a mão, fazendo de conta que mergulhava na água, e tentei apanhar um dos brilhantes que luziam caídos no leito.
Algo de surreal aconteceu… o riacho mudou de curso. Deslizou do céu numa obliqua à parede branca e veio desembocar no meu quintal feito cascata de luz.
Dei por mim flutuando no delírio de me afogar… como os meninos do conto de Gabu. Nesse momento, enquanto o cigarro se consumia sozinho, alaguei a alma em soluços mudos ou, se calhar, foram apenas os meus olhos que se derramaram… não sei.Seguidamente o ribeiro desenhou o seu caminho de volta numa linha alada. Ainda quis guardar uma estrela de recordação, assim como quem guarda a continha de vidro de um colar bonito que se partiu, mas já não valia a pena. É melhor idealizar o todo, ainda que evocado, do que a mera visão do fragmento que não mais será.
Nessa madrugada parei de contar na quadragésima oitava estrela Tio. Penso que vou deixar de tentar entender o porquê. Seria uma grande decepção confirmar que podemos todos estar aqui por fruto do mero acaso e da mesma forma partimos. - Quadro de Rachel Bullock tirado daqui.
30.10.07
Rádio Clube Mindelo - CR4AB
Já sabem que me eu acho piada a estas "velharias". Em Junho de 1954, o Grémio Recreativo do Mindelo apresentava aos sócios a aparelhagem destinada ao seu serviço de radiodifusão. Um ano mais tarde, com apoio estatal, nascia a Rádio Barlavento, emitindo diariamente na banda dos 50,2 metros, das 18h30 às 19h30. Funcionando no edifício do Centro Nacional de Artesanato e antiga casa do senador Vera-Cruz, e ali foram realizadas as primeiras gravações editadas em disco.
A Rádio Barlavento, considerada elitista por ser originária da elite mindelense, e anti-independentista, foi ocupada a 9 de Dezembro de 1974 e transformada em Rádio Voz de S. Vicente que , tal como a Rádio Clube de Cabo Verde veria a desaparecer com a criação da Rádio Nacional de Cabo Verde que as absorveu. (...)" por Glaucia Nogueira

