2.5.08

Plan of Porto Praya - 1812

Mais um mapa... Este está no site do National Maritime Museum de Londres e permite, mediante o zoom, que a visualização do documento seja feita por segmentos, dando conhecer detalhes que normalmente escapam noutros exemplares que se encontram on line.
Title:
Plan of Porto Praya in the Island of St Jago. One of the Cape Verd Islands.
Historical Data:
The Cape Verde Islands were a Portuguese colony and had long been used as a staging post for slaving vessels. (...) a survey of the fortifications in 1812.
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Outras informações (edição, escala, etc)
A não perder: o Zom do Mapa

29.4.08

Contrastes: Klimt X Schiele

Quadros: A imagem do primeiro é de Gustav Klimt e a do segundo é de Egon Schiele. As ilações e outras descobertas é por vossa conta.

22.4.08

Ain't No Sunshine...

Ouvi esta musica há uns poucos dias na tv. Depois de tanto decreto apeteceu-me...

... is a song by Bill Withers from his 1971 album Just As I Am. (...)

17.4.08

O dia 29 de Abril de 1858 e as Villas de Mindello e Bissau

Conforme o prometido e porque são hoje duas cidades referência para mim - numa nasci e noutra vivi - ficam mais estes dois Decretos de 29 de Abril de 1858, que elevaram à categoria de Villas as povoações de Bissau, capital da Guiné, e Mindello, na ilha de São Vicente.
Na Wiki há uma página sobre o Desembarque no Mindelo que é um bom ponto de partida para mais pesquisas sobre o assunto... e já agora, o tal "Augusto Avô" referido no decreto "Mindello" é o Rei D. Pedro, o IV de Portugal e I Imperador do Brasil.

No entanto "Bolama foi elevada à categoria de cidade em 1913 e foi a capital da antiga Guiné Portuguesa até 1941. Em 1942 a capital muda de Bolama para Bissau, que já então era, de facto, a “capital económica” da Guiné." Citação (e síntese da história da Guiné-Bissau) aqui.

15.4.08

A Cidade da Praia, a Abolição da Escravatura e o dia 29 de Abril de 1858

... e porque nos próximos dias muito se vai falar muito do dia 29 de Abril de 1858, dos 150 anos desta Cidade e dos factos históricos que lhe deram origem, queria chamar a atenção para outros assuntos, ligados ao mesmo dia, que talvez não sejam tão conhecidos.

A data da passagem da Villa da Praia a Cidade estará sempre ligada um outro marco importante… o dia em que "o estado de escravidão (ficou) inteiramente abolido, em todas as Províncias Portuguezas do Ultramar, sem excepção alguma" ainda que a entrada em vigor estivesse prevista para o "dia em que se (completassem) vinte annos, contados da data (do) Decreto" ou seja, em 29 de Abril de 1878. Assinaram o Rei e o Visconde de Sá da Bandeira. Mas qual a razão de uma vacatio legis de vinte anos? Os custos para a Fazenda Pública. É que, conforme se pode ler no documento, passados vinte anos, o numero de escravos ter-se-ia reduzido de tal forma, que as indemnizações a serem pagas aos legítimos senhores poderiam ser "satisfeitas com uma quantia moderada(!)".
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O dia 29 de Abril de 1858 teve outros acontecimentos que, a meu ver, são interessantes... duas povoações subiram à categoria de Villa - Bissau e Mindelo - e D. Pedro V, o Rei que assinou esses mesmos os decretos, casou-se, ainda que por procuração... mas isso já é matéria para o próximo post.
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Para ler o documento da "abolição" na íntegra clicar nas imagens que ilustram o post. Um pequeno resumo sobre o processo em Portugal aqui e em Slavery - a Time Line estão as datas mais marcantes relativas à abolição da escravatura na Europa e América. Os meus agradecimentos ao Prof. GC de DT por ter facultado os decretos que mencionei e que também podem ser consultados no nosso Arquivo Histórico.

9.4.08

A Cidade da Praia e os seus 150 Anos

Mais informações brevemente...

4.4.08

Rádio Praia - CR4AA

"A história da radiodifusão cabo-verdiana começa oficialmente em 1945, com a “Rádio Clube de Cabo Verde”, popularmente denominada “Rádio Praia”. Criada pelo alvará nº2/1945, teria emissões diárias entre as 18h30 e as 20 horas, com uma programação variada (divulgada diariamente nos jornais), que incluía música nacional e estrangeira, palestras, serviços noticiosos (no início e final da emissão), além de programas de humor e uma revista feminina. Além da parte radiofónica funcionou ainda como clube recreativo, onde os sócios organizavam bailes e récitas. A partir de 1950, é declarada corporação de utilidade pública pelo governo da colónia e começa organizar concursos musicais por onde passaram muitos conhecidos intérpretes e conjuntos da capital, sendo destaque constante do periódico “ Boletim de Propaganda e Informação”.
Em 1954, altura em que Jaime de Figueiredo assume a sua direcção, as instalações da rádio passaram para o primeiro andar do edifício então construído para sede da SAGA (Sociedade de Abastecimento de Géneros Alimentícios), na praça Alexandre Alburquerque. Após a independência foi absorvida pela então criada RNCV – Rádio Nacional de Cabo Verde, que funcionou no mesmo edifício até á criação do actual edifício que alberga a RTC – Rádio Televisão Cabo-verdiana. " Por Glaucia Nogueira.
Ler o artigo na totalidade na página da RTC. Imagens daqui.
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Ainda sobre o assunto recomendo: Os primeiros rádio-amadores de Cabo Verde e Hilário Brito - CR4AD, ambos do blog O outro lado do Eu, bem como os comentários a este post.

1.4.08

Historia de la Noche

A lo largo de sus generaciones los hombres erigieron la noche. En el principio era ceguera y sueño y espinas que laceran el pie desnudo y temor de los lobos. Nunca sabremos quién forjó la palabra para el intervalo de la sombra que divide los dos crepúsculos; nunca sabremos en qué siglo fue cifra del espacio de las estrellas. Otros engendraron el mito. La hicieron madre de las Parcas tranquilas que tejen el destino y le sacrificaban ovejas negras y el gallo que perseguía su fin. Doce casas le dieron los caldeos; infinitos mundos, el Pórtico. Hexámetros latinos la modelaron y el terror de Pascal. Luis de León vio en ella la patria de su alma estremecida. Ahora la sentimos inagotable como un antiguo vino y nadie puede contemplarla sin vértigo y el tiempo la ha cargado de eternidad.
Y pensar que no existiría sin esos tenues instrumentos, los ojos.

26.3.08

Ainda do Jardim das Hespérides e do Lagarto Gigante que afinal só media 17 cm...

Muitos mitos povoam e povoaram estas ilhas... um dos mais cómicos terá sido aquele que foi apelidado por Estela Guedes, Directora do TriploV, como a maior fraude da Zoologia. O fabuloso Lagarto Gigante, o Macroscincus coctei ou o Lagarto da Atlântida. O réptil começou por medir um metro e meio e, ao longo dos anos acabou nuns meros 17 cm! Dados daqui.
No
último post... viu-se como no princípio do século passado os poetas destas ilhas evocavam o mito hesperitano, algo muito próprio do espírito da época e, se calhar, podem ter ido buscar motivos à zoologia.
É que dizia-se então que o Lagarto Gigante destas ilhas (supostamente habitante do Raso, do Branco e Santa Luzia) era o último sobrevivente do que foi outrora a Atlântida. Grandes homens da ciência da altura foram ao ponto de afirmar que o dito só se alimentava de maças - lembram-se daquelas que o dragão do mito do Jardim das Hespérides guardava? - ainda que nestas ilhas só houvesse gramíneas.
Baltasar Osório (dizia que o lagarto) se alimentava de toda a espécie de frutos polposos. Peracca (que afirmou ter trabalhado com 40 desses lagartos muitos deles vivos) foi peremptório: o alimento preferido do Macroscincus coctei eram as maçãs.”! (Dados e citações daqui).
Segundo registos, figuras das ilhas e não só, como Francisco Newton, procuraram pelos lagartos, chegando a enviar inúmeros exemplares para Lisboa e Paris. - A carta ao lado, de F. Frederico Hoppfer a Barbosa du Bocage, dá conta do envio de 2 remessas de repteis, sendo a primeira do ilhéu Branco e a segunda do Branco - Contudo, parece que os últimos exemplares, confinados que estavam ao ilheu Raso, vieram a desaparecer, quando
uns pescadores de Santo Antão, em 1915, soltaram por lá cães... De modo que até hoje nem fumo nem mandado e nem ossos do Lagarto Gigante.
Este post e antepenúltimo foram baseados no imenso material escrito por Estela Guedes, disponivel nos diversos links do index do TriploV - CaboVerde
e são assuntos que devem ser desenvolvidos por quem esta mais capacitado. O que é certo é que é estória do Lagarto Gigante é das mais engraçadas e mirabolantes que já li. Fica o convite para visitarem o site, tirarem as vossas conclusões e corrigir algum erro meu. Imagens: aqui e aqui.
Entretanto... sobre este mesmo assunto gostaria de convida-los a ler o post intitulado "Maior fraude da Zoologia, ou a superficialidade da má-fé" do Professor Jorge Sousa Brito, autor do blog O outro lado do Eu. Afinal parece que que a estória, se a houve, pode não ter sido bem assim...

15.3.08

Estas iIhas e o Mito Hesperitano

No seguimento do último parágrafo do post anterior recomendo o artigo de Ricardo Riso intitulado: Mito Hesperitano, Pasargadismo, Insularidade: momentos de construção da poesia cabo-verdiana no século XX. Destaco... "No início do século XX, os poetas tentam criar uma história, um passado para o arquipélago diferenciando-o do português colonizador, o pai, e que valorizasse a mãe-terra crioula, a mátria. Entretanto, os escritores ainda recorrem a referências européias na busca de um passado heróico para sua pátria e, assim, chegam ao mito hesperitano. As origens do mito são descritas por Simone Caputo: Aqui pontuamos um topos interessante do percurso de busca de identidade crioula: o recurso ao mito arsanário ou hesperitano como origem (associado à idéia de pátria). As obras de José Lopes e de Pedro Cardoso, já nos seus títulos (Hesperitanas, 1928, e Hespérides, 1929; Jardim das Hespérides, 1926, e Hespéridas, 1930, respectivamente) interpretam a origem como: ilhas do velho Hespério – pai das Hespéridas – que abrigavam jardins repletos de pomos de oiro, guardados pelo dragão de cem cabeças, morto por Hércules. As “ilhas perdidas no meio do mar”, destacadas por Jorge Barbosa em seu antológico Arquipélago, 1935, já eram identificadas por Camões, em Os lusíadas (canto V, VII, VIII, IX) como Cabo Verde (Cabo Arsinário ou Estrabão)." - Imagem daqui e fotografia da Caboindex

6.3.08

O pedido feito em 1900 para o então jovem José Lopes da Silva

Meu E.mo Chefe, amigo e Mestre, Conselheiro Bocage
Venho perante V.ª Ex.ª expor-lhe o seguinte:
Ha n’esta provincia um rapaz que me tem dispensado um verdadeiro affecto d’ irmão e que me tem chegado muita vez a consolar e auxiliar nas minhas lides scientificas.
Esse homem, digno da protecção de V.ª Ex.ª, tem o nome José Lopes da Silva, exerce na ilha de S.to Antão o cargo de professor regio da aula de 2ª classe na villa da Ribeira Grande. É preciso dar uma recompensa a esse cavalheiro. Lembrei-me d’um cargo para elle e vou dizel-o a V.ª Ex.ª rogando-lhe a fineza de se empenhar o mais que puder para me collocar bem o rapaz.
Está dito que é professor regio, e aonde. Ganha só 30$000 rs. Ora, ha n’esta provincia o cargo d’Inspector d’Instrucção publica, cargo que ninguem exerce. Pois eu quero que o Lopes seja nomeado - mas permanentemente - Inspector d’Instrucção primaria, com o vencimento mensal de 60$000 rs. Não é muito e o cargo é mister.
Assim ficava elle desligado do Magisterio; mas, se isto fôr difficil de fazer-se, o que não me parece, então eu pedia para que o meu protegido e bom amigo fôsse nomeado - cargo permanente - professor regio inspector, continuando elle a reger a cadeira que rege, dando-se-lhe mais 30$000 rs por mez para prefazer os taes 60$000 rs.
Assim ficava mui bem definido o cargo d’inspector primario, que ninguem aqui exerce. Creia V.ªEx.ª que é preciso fazermos bem a esse homem, a quem na minha vida d’explorador tenho devido aqui o affecto d’ irmão e em cuja casa, por signal, me acho agora hospedado. Elle tem a maxima competencia e de mais é casado e tem filhos. (...)
Annexar-lhe como professor o cargo de inspector (só d’instrucção primaria) e dar-lhe por mez mais 30$000 réis.

É um acto de justiça. Estimarei que V.ªEx.ª tenha passado bem e apresento-lhe os protestos da minha maior estima, admiração e respeito, rogando-lhe que me responda, o que desde já agradeço.
Creia-me V.ª Ex.ª
Amigo, admirador, e att.t creado
Ilha de S.to Antão de Cabo Verde
13 - agosto - 1900
Francisco Newton
Naturalista do Governo
Obs: Clicar na frase para saber...
Carta retirada daqui.
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Obs: "Esse guia caboverdiano, que Newton trata por rapaz, dizendo que o acolhera como irmão, veio a ser vice-cônsul do Brasil em Cabo Verde, presidente da Câmara, laureado pela Academia Francesa das Letras, etc.. É o poeta José Lopes da Silva, autor de livros como Hesperitanas e Jardim das Hespérides. (...)". Daqui.

5.3.08

Nosferatu de Murnau (1922) - "Tralha"

"An iconic film of the German expressionist cinema, and one of the most famous of all silent movies, F. W. Murnau’s Nosferatu: A Symphony of Horror continues to haunt — and, indeed, terrify — modern audiences with the unshakable power of its images. By teasing a host of occult atmospherics out of dilapidated set-pieces and innocuous real-world locations alike, Murnau captured on celluloid the deeply-rooted elements of a waking nightmare, and launched the signature “Murnau-style” that would change cinema history forever. (...)" - Mais aqui.

3.3.08

As Linhas de Força e os Tesouros do Youtube

Encontrei novamente a fotografia que ilustra o post intitulado “O Significado do Peixe”. Informo que o autor é Pedro Loureiro e por este pequeno texto subentendi que a fotografia foi tirada em 2005 na Baia das Gatas – São Vicente.
A imagem fez-me regressar no tempo mais uma vez. Vi-me lá no fundo da sala de Teoria do Design a ouvir Setôr Sardinha a falar da importância das linhas de força de uma fotografia e de como se deve tirar partido delas para vincar melhor o sentimento/ideia do que se pretende retratar...
Na altura, há uns 20 anos, frequentava a António Arroio e nos estudos, a aprendizagem e a pesquisa eram feitas nos moldes de então, nada de internet, DVD's, câmaras digitais, etc. Por exemplo... os grandes clássicos dos primórdios do cinema eram analisados à luz do que os Setôres nos falavam, em manuais, criticas, fotogramas ou, muito esporadicamente, através de gravações em VHS. Foi assim que nomes como Fritz Lang, Eisenstein, Murnau, Griffith, Bunuel, o incrível Méliès, passaram a ser meus conhecidos sem, muitas vezes, ter visto um filme deles, por mais hilário ou surreal que possa parecer agora. Logo, foi um
grande prazer "descobrir”, há tempos, todos esses tesouros acessíveis no Youtube. Metropolis, O Couraçado Potemkin, Ivan o Terrivel, Nosferatu, M Matou, Birth of a Nation, Un Chien Andalou, Le voyage dans la lune e muitos mais. Só posso deixar o convite. Hoje em dia, com a net, só não aprende quem não quer.

27.2.08

USS Saratoga no Porto Praya em 1843 e mais...

Ainda na linha dos posts anteriores, e porque é sempre interessante ler o que outros escrevem sobre estas ilhas, fica o início de um artigo, enviado pela minha amiga Gilda, de J. Peter Pham, Ph.D., intitulado "Cape Verde: A Rare African Success".
"On July 22, 1843, the 22-gun first class sloop-of-war USS Saratoga sailed into Porto Praya (modern-day Praia), the chief town in what was then the Portuguese-held Cape Verde Islands. Under the command of the 49-year-old Captain Matthew Calbraith Perry, the Saratoga was one of four ships (...) which constituted America’s first-ever standing military commitment to Africa, the United States Navy’s Africa Squadron. Under the provisions of the Webster-Ashburton Treaty, ratified one year earlier, the United States committed itself to maintaining a naval presence with an aggregate of at least 80 guns off the coast of Africa to help enforce the international ban on the transatlantic slave trade against American-flagged vessels. Acting under orders from Secretary of the Navy (...) Perry, the squadron’s flag officer, negotiated with the colonial authorities and established what would, for the next two decades, be the Navy’s only permanent squadron. Thus began America’s relations with what eventually emerged as quite an exceptional African nation, the Republic of Cape Verde. (...)".
Imagem do USS Saratoga retirada da Wikipedia/USS Saratoga/1842.
O artigo, de 2008, continua, fazendo um breve resumo da história de Cabo Verde e uma análise aprofundada à estratégia político-económica do país na actualidade. Vale a pena "perder" uns minutos e ler.

11.2.08

A Batalha Naval do Porto da Praia

"The Battle of Porto Praya was a naval battle which took place during the American Revolutionary War on April 16, 1781 between a British squadron under Commodore George Johnstone and a French squadron under the Bailli de Suffren. Both squadrons were en route to the Cape of Good Hope, the British to take it from the Dutch, the French aiming to help defend it and French possessions in the Indian Ocean. The British convoy and its escorting squadron had anchored at Porto Praya in the Cape Verde Islands to take on water, when the French squadron arrived and attacked them at anchor. Tactically the battle was a British victory, since some of the French ships were not ready for action, forcing Suffren to withdraw. Strategically however, the French had won the day. Suffren beat Johnstone to the Cape and managed to warn the Dutch, before continuing on his journey to the Ile de France (now Mauritius)." Na Wikipedia. E aqui a gravura acima (a preto e branco e numa escala maior) com a seguinte legenda: Combat Naval de la Praya 16 Avril 1781. Galrie Histque de Versailles.
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Num outro site, e sobre a mesma batalha, há mais dados...
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Le combat de La Praya - Tableau du marquis de Rossel
"Un raid à La Praya: En 1781, le bailli de Suffren recevait le commandement d'une division chargée de transporter des troupes au cap de Bonne-Espérance et composée de: 1 frégate, 1 corvette et 5 vaisseaux (2 de 74, le Héros, avec Suffren, et l'Annibal) et 3 de 64 canons. Aux îles du Cap-Vert, le vaisseau de 64 l'Artésien, contraint de faire aiguade, partit en reconnaissance et aperçut une flotte anglaise ; il dénombra 4 vaisseaux, 4 frégates, 10 vaisseaux (armés) de la Compagnie des Indes, ainsi que 16 transports.
(...) Ce fut un raid violent et les Anglais subirent des avaries telles que Suffren leur échappa et parvint avant eux au Cap, où il put débarquer les troupes destinées à la défense de la colonie. Quinze jours plus tard, les Anglais étaient en vue, mais il leur fallut renoncer à débarquer ; l'audace de Suffren avait été payante."